Não, você não entrou no blog errado. Não, ele não foi hackeado. E sim, eu poderia contar que ele foi invadido por uma prima distante chamada Mychelly Ahllyny, mas a verdade é que todo mundo tem seus guilty pleasures e esse é o meu.

Assim como 99% dos adolescentes dos anos 90, eu negava até a morte que curtia um pagode, e para falar a verdade não curtia mesmo. Nos caderninhos de enquete, respondia que odiava falsidade, mamão, cigarro e pagode. Dos 4, continuo odiando os 3 outros (principalmente o mamão), mas o pagode me pegou, tentei escapar e não consegui. Mas não é qualquer um, tá? Tem que ser aquele pagode moleque dos anos 90, de raiz, que cantava sobre as delícias e desamores do amor e da vida, carregado de ginga, sedução e claro, muita mágoa.

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Entrei tanto de cabeça nesse meu guilty pleasure que eu até ia no encontro da geração Gigantes do Samba no último sábado, aqui em SP, mas acabei morrendo com o ingresso na mão porque Murphy não perdoa e depois de 192938484 dias sem chover, resolveu cair bem na hora que eu estava me programando pra sair de casa. Daí que eu fiquei assistindo no Multishow e sofrendo de recalque abraçada com meu ingresso pelas amigas que estavam lá. Já deu para perceber que eu não ando com muita sorte em shows né?

Bom, aproveitei a vibe ~pagodayra~ que invadiu meu ser este final de semana para cumprir uma antiga promessa para os leitores: fazer uma mixtape só com os grandes hits do pagode vintage, old school, moleque, de raiz.

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Gostou dessa mixtape? Para baixar, clica aqui. E para ouvir e baixar todas as outras que já passaram para o blog, vem pra cá.

A qualidade dessa mixtape não está tão boa quanto as demais porque é dificílimo encontrar as músicas originais na Internet, já que nesses quase 20 anos, as bandas mudaram a formação ou lançaram versões ao vivo. Mas mesmo assim tá cheia de amor, cheia de gingado e perfeita pra começar a semana sambando na cara da sociedade.

ATÉ BFLOW, MOZÃO E MUSO DESTE BLOG, ESTÁ SAMBANDO

ATÉ BFLOW, MOZÃO E MUSO DESTE BLOG, ESTÁ SAMBANDO

Mudando de assunto, para quem ainda não sabe, abri um grupo para o blog no Facebook. Tá pequenininho porém honesto, acolhedor e cheio de gente linda. Ou seja: espero vocês !

 

Sou mega entusiasta de festivais de música e não é a toa que sempre tento fazer um esforço para ir na maioria deles. Enquanto a maioria das pessoas reclamam do preço, considero OK o valor que costumam cobrar por aqui, afinal, são várias atrações que você pode ver pelo mesmo preço de um grande show internacional no Brasil, além de um programa diferente para fazer naquele dia.

Com o Lollapalooza 2014, não poderia ser diferente. Ao contrário da edição passada, em que eu fiquei horas de pé na grade esperando Brandão Flores surgir, neste ano não havia nada que eu morresse de amores e que me convencesse a guardar lugar perto do palco. Mas uma das bandas que constam no meu TOP10 do coração estava confirmada: o Muse.

FOTO: IVAN PACHECO (REPROUÇÃO VEJA ONLINE)

FOTO: IVAN PACHECO (REPROUÇÃO VEJA ONLINE)

Já vi o Muse em uma outra oportunidade, quando eles abriram para o U2 na 360º Tour -inclusive, fui mais por eles do que por Bono & cia, embora também goste muito. No ano passado, me cocei de vontade de ter ido ao Rock In Rio para ver os moços, mas acabei não comprando os ingressos e fiquei na vontade, acompanhando pela TV. Mas foi só o Lollapalooza anunciar a banda como uma das atrações da edição brasileira que eu comecei a contar os dias. O countdown ganhou ainda mais força quando anunciaram que o Muse seria uma das atrações dos shows solos, os “lolla parties” e enfim teria uma oportunidade de ver um show mais intimista da banda, conhecida como uma das melhores performances ao vivo do rock alternativo. Ou seja: em 3 dias, veria o show do Muse DUAS vezes. Melhor do que isso, só se fosse do Killers com direito a Meet&Greet com Brandinho.

MINHA REAÇÃO COM 2 INGRESSOS PRO MUSE NA MESMA SEMANA

MINHA REAÇÃO COM 2 INGRESSOS PRO MUSE NA MESMA SEMANA

Mas é claro que Murphy, esse fanfarrão, achou que minha vida tava muito legal e resolveu fazer uma zoeira. E como vocês sabem, ela não tem limites.

Na quinta-feira, dia do side show, acordei 6h com helicópteros passando em cima da minha casa. Mas né, porque ficar putézima da vida se eu ia no show do Muse a noite? Fui, me arrumei com meu look de guerrashow, sentei para tomar meu café enquanto lia os feeds do Facebook no celular e: show cancelado por motivos de saúde.

EU LENDO A NOTÍCIA DO CANCELAMENTO

EU LENDO A NOTÍCIA DO CANCELAMENTO

Do aviso sobre o show cancelado ao pronunciamento oficial do Matt Bellamy no Twitter sobre o estado de saúde dele, foi um show de achismos. E com o pronunciamento oficial, veio a dúvida: será que Bellamy se recuperaria da tal laringite até o dia do Lollapalooza? Será que o show seria cancelado?

Bom, confesso que cheguei no Autódromo tensa e com medo de que, a qualquer momento, fosse anunciado o cancelamento do show. Além do Muse, estava lá para ver Imagine Dragons (que eu só consegui ver um pedacinho) e NIN, mas eles ainda eram a prioridade da noite. Entre as longas caminhadas entre um show e outro, aproveitei também para ver um pedacinho da Lorde e o Phoenix de passagem.

Umas 21h, decidi me posicionar no palco Skol, e ainda que longe do palco, tinha uma boa visão do palco. Meia hora depois, o trio enfim subiu em palcos paulistas, abrindo o show de 1h30 com “New Born”, surpreendendo principalmente os fãs mais veteranos. Pouco depois, uma nova surpresa: o cover de “Lithium”, um dos grandes hits do Nirvana, para homenagear os 20 anos da morte de Kurt Cobain. Esse sem dúvidas foi um dos meus momentos favoritos do show, tanto pelo fato de Nirvana fazer parte da minha vida musical, quanto por ver o público, de todas as idades, todo cantando a plenos pulmões.

Desde o início do show, ficou evidente que Matt estava longe de sua melhor forma que nós nos acostumamos a ver. Era visível para o público o tamanho do esforço que o vocalista estava fazendo para cumprir a promessa feita aos fãs. “Eu perdi a voz”, disse Bellamy em um momento do show. Em “Starlight”, um dos momentos mais aguardados do show, o público respondeu ao pedido do vocalista, entoando um coro de mais de 80 mil vozes emocionante. O mesmo fato se repetiu em “Madness”. Certamente, outros dois pontos altos da noite.

Por conta do problema com a voz de Matt Bellamy, a setlist foi alterada. Hits como “Supremassive Black Hole”, “Feeling Good” e “Muscule Museum” ficaram de fora, frustrando boa parte do público. Em compensação, “Knights of Cydonia” fechou com chave de ouro a performance que começou cheia de incertezas mas com duas conclusões: a do porque Muse é considerado um dos melhores shows do rock e o de que Matt Bellamy um dos melhores frontmen da atualidade.

Prova disso: quantas pessoas subiriam num palco, para se apresentar para mais de 80 mil pessoas, com limitações vocais e muita, mais muita dor (coisa que só quem teve laringite sabe o que é)? Ainda que com as expectativas não alcançadas, não posso negar que a banda ganhou ainda mais pontos no meu coração pela consideração e respeito que eles tiveram pelos fãs, que aguardaram ansiosamente por este dia. Valeu cada minuto da espera!

Agora, com o fim do Lollapalooza 2014, resta a expectativa da banda cumprir a promessa feita em tweet feito pouco depois do fim do show, aonde Bellamy afirma que volta no ano que vem. Não sei vocês, mas já estou aqui com os dedinhos cruzados aguardando este momento e que desta vez, o tal show intimista role mesmo :D

PS: aproveitando o post, gostaria de agradecer a ChevroletBR pelo convite para o camarote Ônix. Muito obrigada, gente! <3

 

O puxão de orelha é bem vindo. Depois de pegar um ritmo insano no blog em 2014, dei uma desaparecida. Essas últimas semanas foram cheias de coisas e, para piorar, tive uma pequena intoxicação alimentar, o que me fazia chegar em casa e desejar cama. Mas não esqueci de vocês, ok? Prometo que não vou mais abandonar o blog desse jeito.

E para retomar ao ritmo normal e entrar no clima do festival mais esperado do ano, preparei uma mixtape com as minhas músicas favoritas das atrações do Lollapalooza deste ano. Dessa vez não tem mozão Brandon e Killers, mas tem um monte de bandas que eu adoro como o Imagine Dragons, Nine Inch Nails, New Order, Vampire Weekend, Arcade Fire, <3 Muse <3 (2x ainda! \o/) e aquela linda da Ellie Goulding. Será maravilhoso: sim sim? <3

E claro que a Mixtape é super democrática e permitida também para quem não vai ao Lolla ou vai curtir pela TV. Aliás, é uma oportunidade de se apaixonar por outros sons :)

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Gostou dessa mixtape? Para baixar, clica aqui. E para ouvir todas as outras que já passaram para o blog, vem pra cá.

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E para quem vai ao Lolla, fica a dicona: ano passado fiz um pequeno guia de dignidade para Festivais, com dicas do que usar e levar para o show. Nem tão old assim, but goldíssimo :D.

 
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