Quando a gente pensa em pop anos 90, é inevitável não lembrar de nomes como as Spice Girls, Backstreet Boys, NSync, Britney Spears e Christina Aguilera. Mas a verdade é que, no meio desses nomes que ganharam projeções astronômicas e são lembrados (e idolatrados!) até hoje por fãs no mundo todo, existiram outras bandas que já fizeram parte daquelas mixtapes de raiz, quando gravávamos músicas na fita K7 diretamente do rádio.

k7-1999

Foi pensando nessa nostalgia boa da nossa adolescência, nos musos e musas dos pôsteres que já estamparam a parede do meu quarto que eu montei essa lista. Será que você também esqueceu o quanto gostava deles?

5ive

Formados pela mesma equipe que produziu as Spice Girls, Scott Robinson, Ritchie Neville, Richard “Abs” Breen (Abz Love), J Brown e Sean Conlon foram uma das bandas mais bem sucedidas do pop 90′s. Uma prova disso é que suas músicas ainda permanecem vivas em iPods e na mente de milhares (talvez milhões?) de pessoas em todo o mundo. Os meninos venderam mais de 20 milhões de cópias dos 3 álbuns da carreira, emplacando 11 singles no TOP 10 de vários países. Aqui no Brasil, eles fizeram tanto sucesso que participaram da épica noite pop do Rock In Rio 3 em 2001, ao lado de Britney e NSync.

Meses após o RIR 3, a banda anunciou a separação. Em 2007, a banda ensaiou um comeback e chegou até a divulgar trechos de algumas faixas que estavam sendo produzidas, mas o projeto morreu na praia. Atualmente, 4 dos integrantes da formação original (com exceção de J, que fez a Vic Beckham e renegou o passado), estão no documentário “The Big Reunion” da TV inglesa.

All Saints

Lançadas na mesma época das Spice Girls, as também inglesas do All Saints chegaram a fazer bastante barulho e música boa pelo mundo –embora os fãs das SG nunca admitissem (e eu me incluo nessa). Formado por Natalie Appleton, Nicole Appleton, Shaznay Lewis e Melanie Blatt, a banda emplacou hits do primeiro álbum como “I Know Where It’s At” e as ótimas regravações de “Under the Bridge” e “Lady Marmalade”. As meninas eram, inclusive, presença constante na MTV Brasil.

Em 2001, a banda anunciou a separação após uma briga entre as integrantes. Anos mais tarde, em 2006, a banda anunciou uma reunião e lançou o álbum “Studio One”. E depois cairam no esquecimento novamente.

A*Teens

Formado pelos suecos Marie Serneholt, Amit Paul, Dhani Lennevald e Sara Lumholdt, a banda fazia um tributo a épica banda Abba. O álbum de estréia, lançado em 1998, foi um sucesso no mundo todo.

Em 2004, a banda anunciou um Greatest Hits e em seguida, um hiatus. Depois disso, ninguém mais teve notícia dos bonitos. KD?

Westlife

Dentre essas bandas, o Westlife foi um dos poucos que conseguiram se manter por mais algum tempo e ainda resistem na memória dos entusiastas dos pop 90’s. Formado por Shane Filan, Mark Feehily, Kian Egan, Nicky Byrne e Brian McFadden, estouraram em 1999 com o álbum que levava o nome da banda e hits como “If I Let You Go”. Era mais para Boyzone do que Backstreet Boys, mas eles eram bonitos e cantavam músicas legais, ou seja: tava tudo certo.

Apesar deles terem emplacado várias músicas nas paradas ao longo da carreira, o maior hit da banda veio no segundo álbum, Coast to Coast (2000), com a regravação de “Uptown Girl”, originalmente gravada por Billy Joel em 1993.

Apesar de você não ter escutado mais nada sobre a banda, eles chegaram a completar (e comemorar!) 10 anos de banda e, em 2011, anunciaram a separação, precedida de uma tour de despedida + greatest hits.

Another Level

A banda inglesa formada por Mark Baron, Dane Bowers, Bobak Kianoush, Wayne Williams e Martin Hugh Kelly, ao contrário das outras bandas de musos da época, tinha uma pegada mais R&B. O grande hit da banda foi o primeiro single, “Be Alone No More” de 1998, que contava com a participação do rapper e marido da Beyonce Jay-Z.

A banda ainda lançou alguns singles, um segundo álbum no ano seguinte e uma coletânea (?) em 2002. Depois, tomou chá de xabú. Por onde andam?

 

Quem me acompanhou nas últimas 2 semanas pelo Twitter, Facebook e Instagram, acompanhou os dramas e as vitorias da vida sem glúten e lactose. Para você que não acompanhou, ou acompanhou e não entendeu bulhufas, eu explico: sou uma pessoa extremamente alérgica e/ou intolerante a algumas coisas, que incluem alimentos, mas, digamos, sempre negligenciei essa condição, principalmente quando se tratava de leite e derivados. Descobri que eu era intolerante a lactose ainda pequena, mas conseguia consumir, com algumas restrições, alguns derivados como queijos, iogurtes e claro, chocolate. Mas chega uma hora que a água bate na bunda, o calo aperta etc e o corpo começa a reclamar, no meu caso, por urticárias (vulgo vergões vermelhos) e coceiras, que da mesma forma que aparecem, somem. Como se não bastasse isso, tanto uma nutricionista que eu fiz acompanhamento algum tempo atrás quando meu endócrino já haviam recomendado a suspensão tanto da lactose quanto do glúten, por serem alimentos com alto índice de intolerância entre as pessoas e que, consequentemente, podem atrapalhar no processo de perda de peso, uma vez que essa condição causa uma espécie de inflamação no intestino e dificultando a digestão –se algum nutricionista/especialista ler este post, pfvr, me corrijam se eu estiver errada. Depois de muito protelar e deixar para depois, resolvi tomar uma atitude. O objetivo é que meu corpo faça um detox destes nutrientes e, daqui um tempo, retomar o consumo para sentir como ele reagirá. Embora não tenha emagrecido muita coisa (talvez algo em torno de 1kg?), meu corpo está funcionando melhor, tive uma redução significativa das urticárias e me sinto muito mais disposta.

Foto por: flickr.com/photos/marcosiguenza/

Foto por: flickr.com/photos/marcosiguenza/

E, ao contrário do que muita gente me questionou, viver sem glúten não é o fim do mundo, e, inclusive diria que viver sem lactose é muito mais complicado. Digo isso porque muitas coisas livres de glúten levam lactose na receita, o que acaba complicando quem vive nessa condição dupla, como por exemplo sequilhos e biscoitos de polvilho. Não é a toa que, nesses últimos dias, os rótulos foram meus melhores amigos.

O lado bom é que, em pleno 2013 e com essa democratização da informação na Internet, a vida fica muito mais fácil. Claro que, em alguns momentos, você vai passar por apertos e vai perceber que nem sempre as coisas são tão fáceis assim para a “minoria”. Essa semana, por exemplo, pedi delivery no trabalho por um desses serviços de pedidos pela Internet, reforcei que eu queria o bife grelhado e… chegou a milanesa. Foram mais uns 50 minutos de espera pelo novo prato, dessa vez, glúten free.

E sim, existe amor sem trigo, aveia, cevada, centeio e leite. Na primeira ida ao supermercado após a decisão, achei que fosse entrar em depressão porque tudo que eu olhava, levava algum desses ingredientes. Mas do terceiro dia em diante, tudo fica mais fácil, principalmente com a ajuda do Google e de gente que passa por essa situação. Inclusive devo boa parte dessas descobertas a menina Verônica, aka personal recalquer do Bruno Ernica (rssss), que é celíaca e intolerante a lactose, e me passou uma porção de dicas do que consumir nesse período.

Foi pensando nas perguntas que meus amigos fizeram constantemente nestas 2 semanas que eu vim compartilhar um pouco da minha rotina nesse período sem lactose e glúten, para vocês verem que não é nenhum bicho de 7 cabeças.

Café da Manhã

Suco Verde: tai uma coisa que eu virei uma entusiasta. Basicamente é um suco que leva uma fruta da sua preferência (limão e abacaxi são as minhas versões favoritas <3) + água de coco + couve. Não olha torto, eu juro que é incrivelmente bom e não tem nada a ver com a couve refogada que você come na feijoada de sábado. E a pele fica incrível de linda depois de ums 4 dias consumindo.

Suco + Soja: sucos de soja sempre foram meus melhores amigos, desde a infância. Gosto muito do Ades, mas nenhum suco deste mundo superará o Mupy, de preferência, de saquinho. Meu vício desde que eu descobri a intolerância a lactose, aos 4 anos.

Omelete: 1 ovo + atum ou peito de peru fatiado + tomatinho picado + manjericão + 1 fio de azeite + 1 pitada de sal + misturar com o garfo + colocar na frigideira = sucesso matinal.

Iogurte de soja: a Batavo tem uma linha chamada Naturis, com clássicos lácteos só que a base de soja. Amor vdd, amor eterno pelo líquido de Morango e pelo cremoso com pedaços de frutas vermelhas. Minha única reclamação é que é muito, mas muito difícil de achar, não sei se é por falta de interesse dos supermercados ou porque a galera não conhece ou tem preconceito.

Chocolate Quente: um tempinho atrás, a fofa da Debora do Cozinha Pequena (que também passou por uma situação como a minha hehehe) me ajudou na adaptação de uma receita de chocolate quente sem lactose. Para quem quiser aprender, é clicar aqui!

Almoço/Jantar

Aqui não tem muita complicação não, viu gente? O que eu percebi é que tem muita gente que acha que todo carboidrato tem glúten, mas não. Arroz não tem glúten,e se for integral, melhor ainda –e só tomar cuidado para não ser daqueles 7 grãos, que geralmente tem trigo. Batata e mandioquinha também são ótimas opções, é só fugir das versões “purê” que certamente levam leite e farinha para dar uma ~engrossada~. E as saladas serão suas melhores amigas. Fritura também é bom evitar: mesmo que não sejam empanados, como batata frita, geralmente são feitas no mesmo óleo em que coxinhas, risoles e outras coisas que levam farinha de trigo, “contaminando” sua opção glúten free.

Para quem gosta de sair para jantar com os amigos, é só fugir de pizzarias e cantinas, a não ser que eles ofereçam opções alternativas. No Outback e no America, eles tem cardápios especiais para quem tem algum tipo de restrição. Japonês também tá liberado, é só abrir mão do hot roll, tempurá, guioza e rolinho primavera. Na hora de pedir o temaki, é só pedir sem cream cheese ou maionese, e pronto. Para quem gosta de comida chinesa, uma boa opção é o bifum, aquele macarrão de arroz, que leva broto de bambu, pimentão e algum tipo de carne. Daí é só jogar shoyo e, voila!, fica maravilhosour.

Sobremesa

Chocolates tradicionais tem, além da lactose, glúten em sua formulação. A Nestlé tem uma versão zero açúcar e lactose e com 70% de cacau, que seria perfeita se não tivesse o maldito glúten na formulação. Tentei as versões de soja, mas parecia que faltava alguma coisa e aquele gosto não parecia em nada meu amado chocolatinho.

Daí, lendo alguns blogs vegans (sim, eles foram alguns dos meus melhores amigos nesse período!), descobri que a Cacau Show tem duas opções zero glúten e zero lactose, o Miau (vulgo o Língua de Gato deles) e em barra, ambos com 50% de cacau. E sim, são bem gostosos e até amigos meus extremamente chocólatras e sem nenhuma restrição experimentaram e aprovaram.

chocolate-semlactose

Da mesma linha do Naturis da Batavo, tem uma sobremesa cremosa de chocolate estilo ~Danette~ e um flan de caramelo, que são bem gostosinhos mas enfrentam o mesmo problema de distribuição.

Larica dos Muleque (aka para beliscar)

Oleaginosas: nozes, amêndoas, castanhas e macadâmias são ótimas, mas tem que tomar cuidado para não enfiar o pé na jaca já que elas são ultra calóricas (embora tenham aquela gordura que faz bem etc). Para quem acha caro ou nunca sabe a hora de parar de comer, uma boa opção são as barrinhas de nuts, que são formadas basicamente por… nuts! Custa em torno de R$2, mas recomendo não deixar na bolsa ou em algum lugar quente, já que o que dá liga e mantém o “unidos venceremos” pode derreter e transformar sua barrinha numa maçaroca.

Frutas: também tá liberado, pessoal! Sei que não é a coisa mais deliciosa do mundo (embora eu ame cereja e amora na mesma proporção que eu idolatro chocolate), mas nessas horas, elas se tornam tão apetitosas quanto um petit gateau com sorvete.

Biscoito de polvilho: não tem glúten, mas algumas versões que tem soro de leite. O jeito é ler o rótulo e achar alguma versão que leve água ou gordura vegetal.

Sequilhos: mesma coisa do biscoito de polvilho. Não tem glúten, mas algumas marcas o fazem com leite. Tem que dar uma lida no rótulo também.

Pipoca de arroz: vi na bomboniere perto do trabalho, que tem uma área só destinada a produtos “especiais” e peguei para experimentar. Nada mais é do que aquele “doce” de arroz cor-de-rosa que fez parte da infância de muita gente. Esse da Vitao é mega gostosinho, não tem corantes, e é feito de arroz integral, o que não muda, em absolutamente nada, o sabor mas pelo menos é (ou pelo menos, a gente acredita que seja) mais saudável rssss.

Barrinhas de Sementes: outra opção glúten e lactose free, docinha e com poucas calorias são as barrinhas de sementes como linhaça e gergelim. São bem gostosinhas e servem mais para dar uma tapeada na vontade de comer doce do que na fome.

No bar/balada

Quase tudo permitido, exceto, uma das paixões nacionais: cerveja, que leva cevada na composição. Confesso que essa tem sido a parte mais frustrante da dieta, já que sempre preferi drinks mas garrei amor por ela nos últimos 2 anos. Batidas com creme de leite ou leite condensado também estão proibidas, mas who cares quando se pode tomar caipirinha and tequila né gente? HAHAHA <3

Na hora de petiscar, o jeito é fugir das frituras e apelar para a porção de frios (nada de queijo, rsss) ou coisinhas no réchaud, tipo frango/carne grelhada. Esse final de semana fui no Coconut, um karaokê bem bacana na região central de SP, e que tem boas opções de espetinhos, inclusive frios com palmito, rúcula e tomate seco <3.

Ou seja: fácil não é. Mas, também não é o fim do mundo. É mais questão de paciência e boa vontade. No primeiro dia você vai sentir vontade de chorar quando seu colega do trabalho come uma empadinha enquanto você tá comendo nuts, mas depois de alguns dias, vai virar tão normal quanto comer pão na chapa e tomar leite com chocolate. Questão de adaptação.

Vale lembrar que esta foi uma experiência pessoal, recomendada por profissionais e baseada no fato de eu ser intolerante a lactose e ter uma tendência alérgica. Portanto, antes de sair cortando o pão e o leite do cardápio, converse com seu nutricionista ou endócrino para que ele possa te dar uma melhor orientação.

E para quem passa por este tipo de situação, aceito dicas e sugestões de coisinhas para comprar e fazer aí nos comentários :D.

 
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