Não é segredo para ninguém o quanto eu tenho um pézinho no vintage, principalmente, coisas que marcaram a década de 80 e 90 e lembram minha infância e parte da minha adolecência. E a Polaroid talvez sintetize um pouco não só a minha paixão pelo retrô oitentista/noventista, mas também a de muita gente. Ou vai dizer que você nunca sonhou em ter uma?

Eu nunca tive uma Polaroid para chamar de minha, mas o namorado da minha tia era apaixonado por fotografia e máquinas fotográficas e um belo dia, ele apareceu com um exemplar aqui em casa. Naquela época, uma câmera que tirava foto e revelava na hora depois de alguns chacoalhões ou assopros era o ápice da modernidade fotográfica -lembram que a gente tinha que deixar o rolo do filme na revelação e pedir “para revelar só as boas”?

Alguns anos mais tarde e as Spice lançaram uma versão rosa e roxa em parceria com a marca e como se não bastasse minha facinação pela câmera, eu queria ter uma só pelo simples fato de que era assinada pelas Spice. Quando fui pedir pros meus pais, nem preciso dizer o quanto eles riram da minha cara né?


Spice Cam: o sonho de consumo de uma geração

Passaram-se os anos, as câmeras digitais chegaram e a Polaroid começou a perder espaço, afinal, você conferia o resultado no visor da câmera/celular e não gastava dinheiro com filmes ou revelações (instant Tec Pix 5×1). A fábrica inclusive, chegou a anunciar que não fabricaria mais a máquina e o filme, pois não havia mais mercado -o que não durou muito já que ambos voltaram a ser fabricados no ano passado.

O fato é que a Polaroid nunca deixou de sair de nossos pensamentos e sempre esteve presente de alguma forma na nossa vida, principalmente na Interwebs, em versões digitais. Agora a moldura de fotos mais famosa e querida de todo mundo ganhou um aplicativo para o sonho de consumo desta nova geração.

O Instant Cam é o app oficial da Polaroid para iPhone e tem como objetivo proporcionar a mesma experiência que a gente vivia ao tirar a foto com a máquina -inclusive ter que chacoalhar o aparelho para que a foto seja “revelada” no iPhone. Se você não conseguiu visualizar como seria isso, clica aqui e assista o vídeo explicativo do app.

Você também pode escolher em qual versão da Polaroid a foto ficará: vintage, preto e branco, colorido (pop) ou digital. Além da moldura, o app permite que você faça uma anotação na foto em questão, exatamente como nós faziamos na polaroid real.

Nem preciso dizer que não tem como não amar né? É o meu app favorito junto com o Instagr.am que eu já contei aqui pra vocês.

Para quem gostou e quer baixar djá, o app está disponível na App Store. É um aplicativo pago ($0,99) mas é tão amor que vale cada centavinho pago :3

 

Uma das tarefas mais difíceis no quesito beauté é encontrar um bom cabelereiro. E mesmo quando a gente encontra o cabelereiro perfeito, bate aquela vontade de procurar uma tesoura diferente para dar uma mudada no visual -e é justamente o que vinha acontecendo comigo.

Por mais que eu mudasse a cor do cabelo, o corte continuava sendo praticamente o mesmo há anos, e era uma coisa que me incomodava e muito: tenho necessidade de mudar o visual. Não queria mexer no comprimento, mas queria fazer alguma coisa de diferente, só não sabia o que. E nessas horas, não adianta olhar revista, procurar referências. Às vezes, a gente tem que procurar um profissional que entenda nosso pedido e faça alguma coisa que dê um up no nosso visual e na nossa auto-estima.

Por indicação da Claudinha, fui conhecer o Retrô Hair lá na Augusta. Há tempos eu queria arriscar um desses salões moderninhos de SP e o Retrô estava no topo da lista. Além da indicação da Claudinha, tinha passado lá na frente algumas vezes e ficado apaixonada pela decoração intimista e vintage.



Créditos das fotos da Redken BR e Odahara porque eu esqueci de levar a cam, er

Cheguei e expliquei pro Edu Alves a minha situação: queria dar um jeito nas pontas extremamente secas pós ombre hair, um corte diferente mas mexer o mínimo possível no comprimento. Também queria um cabelo com movimento, que não desse o mínimo de trabalho. E não é que ele entendeu direitinho meu recado?

O Edu me explicou que ele desfiou todo meu cabelo que estava com um corte reto e extremamente pesado, suavizando o rosto e diminuindo significamente as pontas secas e o volume em excesso. Também indicou um shampoo/condicionador mais poderosos e começar uma sessão de hidratações intensivas para reparar os fios danificados pela descoloração.

Só sei que eu sai de lá tipo, uma outra mulher, praticamente uma diva…

HAHAHAHA tá exagerei. Mas de fato eu AMEI o corte, o serviço deles e o clima (rola até drinks, JURO!) do Retrô. Adorei e já virei cliente, super recomendo para quem está procurando um bom salão em SP!

O Retrô Hair fica na Augusta, 1140. O preço do corte feminino sai R$55 e o masculino, R$40. Para maiores informações, acesse o blog do Retrô ;D

 

Não, eu não abandonei o blog nem desisti de postar a série de Londres. Mas devido a probleminhas técnicos (vocês perceberam que nesse “hiatus” o blog saiu do ar por alguns dias?) e alguns familiares, acabei dando uma sumida. Mas agora estou de volta para prosseguir com a série de posts sobre a viagem e compartilhar mais um pouco dessa experiência!

Este post é a continuação do Guia de Compras, desta vez fazendo uma resenha de algumas das lojas que eu tive oportunidade de conhecer durante a viagem. Para ler a primeira parte (atualizada!), clica aqui e VEM GENTE!

Aonde comprar em Londres?

As principais lojas ficam na região da Oxford Street e Regent Street, portanto, se você vai tirar um dia para fazer compras, sugiro que você vá para esta região. Algumas lojas como a Harrods, apesar de ficarem fora deste circuito, são bem próximas e de fácil acesso graças ao incrível sistema de transporte da cidade que eu já disse nesse post aqui.

Abaixo segue algumas das lojas que eu conheci e um pouco das minhas impressões sobre cada uma delas (e como chegar lá tb!) ;D

- Harrods

87–135 Brompton Road, Knightsbridge Knightsbridge Station

Ir a Londres e não fazer uma visita a Harrods não é ir a Londres. Além de ser considerado um dos mais famosos templos do consumo de luxo em todo mundo, a Harrods é sem sombra de dúvidas um dos principais cartões postais da cidade. Nos 5 andares da loja (e um subsolo!), é possível encontrar de tudo um pouco: cosméticos, roupas, joias, acessórios, eletrônicos, decoração, livros, cds/dvds e até uma área gastronômica que une bares, restaurantes e uma espécie de mercadinho com iguarias como caviar e champagnhes.

A minha felicidade é o crediário das Casas Bahia, digo, o sale da Harrods


Algumas marcas contam com coners (vulgo quiosques) próprios e funcionam digamos, de forma independente porém dentro do mesmo espaço. A M.A.C. por exemplo, tem seu próprio quiosque lá dentro e maquiadoras-vendedoras a disposição para ajudar na escolha dos melhores produtos -diga-se de passagem, umas fofas, ao contrário dos vendedores da maioria das lojas M.A.C. brasileiras. Na Louis Vuitton, outra marca que conta com seu espaço próprio, tinha filas quilométricas para entrar. Outras como Mulberry, Dior e Marc Jacobs ficam em exposição e sempre tem algum vendedor próximo para dar maiores informações sobre o produto.

Como eu fui bem na semana da famosa e tradicional liquidação da Harrods pós Natal, consegui garimpar e encontrar algumas coisas que valeram MUITO a pena. Além dos descontos da liquidação, a Harrods ainda reembolsa os impostos do VAT que eu disse na primeira parte do guia e pode chegar até 15%. Peguei óculos da Fendi para mamys com 70% OFF (£95, aproximadamente R$ 266). Ainda no setor de ótica, a Camies arrematou um Ray Ban Clubmaster por umas £30 (R$ 87).

O corner da Swarovski também é uma ótima opção para quem gosta de joias e quer guardar uma lembrança para toda a vida da viagem (meu caso!), com preços bem mais acessíveis aos praticados no Brasil -além do certificado de garantia vitalícia que vale para o mundo inteiro.

Coração de cristais Swarovski por £50 (R$140)


O setor de cosméticos também surpreende, principalmente para quem é apaixonado por perfumes, creminhos e afins. Durante a liquidação, era possível encontrar sets (aqueles kits especiais de perfumes + outros produtos da linha) e perfumes avulsos por preços muito abaixo dos praticados inclusive no Duty Free. Trouxe pro meu pai um set do Gucci For Man com EDT 100ml + pós barba por £18 (R$50). Sets de perfume + creme como Very Irresistiblé da Givenchy e Parisiense da YSL custavam por volta de £30.

Mas o grande achado da Harrods foi sem dúvidas meu iDock da Hello Kitty por £35 (R$98!). Vi, me informei sobre a tarifação, descobri que não tinha problemas e voltei no dia seguinte para buscar. É PURO AMOR MEUS AMIGOS.


Chupa Imaginarium!


Sobre a isenção do VAT nas compras feitas na Harrods, você deve, após as compras, descer até o subsolo da loja e procurar pelo setor responsável. Lá você deve apresentar seu pasaporte e as notas para que eles providenciem a documentação para reembolso que deve ser apresentado à Alfandega no aeroporto de Londres.

- Selfridges

400 Oxford Street London W1A 1AB Bond Street Station

Se você gosta de lojas no mesmo estilo da Harrods e está a procura de roupas de grifes famosas a preços pouco mais acessíveis, inclua a Selfridges em seu roteiro.

Assim como sua principal concorrente, a Selfridges conta com andares aonde é possível encontrar de tudo um pouco. Se na Harrods o destaque fica para os cosméticos, acessórios e joias, aqui o que mais chama atenção são os corners de grifes famosas vendendo roupas a preços bem mais acessíveis. Clique aqui para conferir a lista inteira de marcas disponíveis na Selfriges.

Além dos corners de marca própria, existem alguns multimarcas que costumam ser BEM interessantes. Em uma das minhas garimpagens, consegui arrematar 2 camisas xadrez estilo boyfriend da Wrangler por £15 (R$42) cada.

Para as apaixonadas por maquiagem, além da M.A.C que você encontra praticamente em todas as lojas de departamento de Londres, a Selfridges conta com corner de marcas que nós não encontramos por aqui como a Ilamasqua, Benefit e Nars.

Aqui eles também liberam o reembolso do VAT, basta procurar o setor responsável pela preparação da documentação e apresentar novamente o passaporte e as notas dos produtos comprados na loja! :D

- House Of Fraser

318 Oxford Street Bond Street Station

Mais uma loja de departamento da série “must have to know” não pela variedade de produtos, mas mais como uma segunda opção para comprar principalmente cosméticos. Na verdade a House Of Fraiser tem um esquema mais descolado e mais próximo das lojas de departamento que a gente conhece. Outra vantagem é que a HOF é uma rede com unidades espalhadas por toda a cidade. Pelo site é possível encontrar uma loja mais próxima do seu hotel.

Além da perfumaria, eles vendem roupas de marcas como Diesel, Armani Exchange e DKNY. Vale a pena a visita.

- H&M

174-176 Oxford Street Oxford Circus Station

A famosa loja de departamento com lojas espalhadas em vários países dispensa qualquer tipo de apresentações. Ou não.

A H&M é super bacana para quem está quer investir nas últimas tendências a um preço amigo, mas que não fica tão apegada a qualidade. Achei as peças bem bacanas quando olhei na arara, mas quando peguei na mão não curti muito. É roupa estilo C&A: você paga razoavelmente razoavelmente para usar por um curto período, passam alguns dias e começam a surgir bolinhas, furos e etc. É a velha história do custo benefício, principalmente com a cidade inteira em liquidação -preferi pagar algumas libras a mais em uma peça com uma qualidade melhor do que na H&M. Foi o caso das camisas da GAP que eu paguei £16 e na H&M custava £13.

Sai com uma sensação de decepção sabe? (insira aqui um qüen qüen qüen)

- Topshop

216 Oxford Street Oxford Circus Station

Essa dispensa MESMO qualquer tipo de apresentação. A Topshop é mundialmente conhecida por traduzir as principais tendências das passarelas a preços mais acessíveis -ou melhor, menos absurdos.

As peças são lindas e com uma qualidade bem superior a da H&M. O preço não é tão atraente quanto sua “prima pobre”, mas ainda assim compensa pelo custo-benefício. Bolsas, sapatos, roupas… tudo lindo, incrível, de encher os olhos.

Além da marca própria (preços bem mais em conta!) e das peças assinadas por estilistas e outros nomes como a top Kate Moss (prepare o bolso!), é possível encontrar jeans e outras peças de marcas como Levi’s e Lee.

- The Body Shop

268 Oxford Street Oxford Circus Station

Uma daquelas maravilhosas lojas gringas que a gente sonha em ver no Brasil (dizem as más linguas que vem em breve, procede diretor?). A The Body Shop é uma franquia inglesa que tem como principio a produção de produtos com material orgânico e não testados em animais (ponto pra eles!). É talvez, a marca de cosméticos com loja própria mais famosa da Inglaterra. Assim como algumas redes de restaurante que eu citei aqui, você encontra uma TBS a cada esquina.

Já tinha lido muitas resenhas sobre a marca em vários blogs e muitas conhecidas que vivem viajando elogiarem e recomendarem os produtos. Confesso que marquei bobeira, porque os preços eram excelentes (3 cremes por £14 -R$ 35!), acabei deixando para pegar depois e no fim, não conseguia passar a tempo de encontrar uma loja aberta. Quando eu cheguei no Freeshop, um creme saia $22. Quer dizer…

- TK Maxx

Centrale Shopping Centre. 21 North End West Croydon Station

Nunca tinha ouvido falar na TK Maxx, mas foi uma das lojas que mais me surpreenderam durante minha estadia em LDN. A primeira vista, o outlet com jeitão de loja de departamento dá um pouco de medo pela baguncinha e as longas araras e roupas amontoadas.

Conheci a loja do Cristale em West Croydon (fica ao lado do hotel que nós ficamos hospedados!) e passava por ela mais para cortar caminho do que garimpar coisas. No dia que eu resolvi dar uma olhadinha nas coisas, me surpreendi e sai com coisas tipo essa bolsa:


“Wannabe” de Alexa em couro por £14 (R$ 42)


A regra aqui paciência e disposição para garimpar coisas bacanas. Além de marcas inglesas, você consegue achar acessórios e roupas de marcas mais famosas como Calvin Klein e Nike por preços super camaradas. Vale a pena tirar uns minutinhos e se jogar com força lá!

- GAP

223-225 Oxford Street Bond Street Station

Confesso que eu nunca babei ovo pela GAP e ao chegar em LDN e me deparar com uma loja, torci um pouco o nariz. Mas confesso também que a rede norte-americana também foi uma das gratas surpresas durante a tarde de compras com roupas bem bacanas a preços honestos.

A GAP vai muito além dos moletons que nós estamos acostumados a ver por aqui e me surpreendeu pela vasta opção de peças básicas mas com uma pegada mais urban-fashion.

A loja da Oxford Street é gigantesca e cheia de opções para todos os gostos e estilos: camisetas, camisas, casacos, saias, vestidos e até sapatos, tudo muito bacana e barato. Acabei comprando 2 casacos de lã (um todo militar, diga-se de passagem) por 30. Sai de lá também com 2 camisas xadrez de flanela por £16 cada (R$45) e 1 camiseta boyfriend com detalhe de tule na gola e bolso de paetê por £9 (R$25) :D

Boots

385 Oxford Street Bond Street Station

Uma das coisas mais bacanas de ir para o exterior é caçar cosméticos e tranqueirinhas nas farmácias. A Boots é uma das maiores redes da Inglaterra e possui várias unidades espalhadas pelo país, por isso, não vai ser muito dificil você encontrar uma perto de você.

O mais legal da Boots é encontrar marcas como L’oreal e Bourjois a preço de banana. Comprei o famoso bronzer Délice de Poudre da Bourjois por (pasmem) por £5,99 (R$ 17), enquanto aqui costumo encontrar por, no mínimo, R$ 90. Foi lá que eu também encontrei uma das coisas que eu queria há tempos: os famosos bumpits, aqueles acessórios que dão voluminho no picumã tipo Amy Winehouse em Good Hair Day por £9,99 o/

Outra marca legal a venda na Boots e que vale a pena conhecer é a Rimmel, a mesma que criou a primeira máscara de cílios no mundo (por isso o nome “rímel”). Os preços são bem equivalentes as marcas mais populares como a Maybelline e os produtos são ótimos. Vale a pena conhecer!

Primeiro post da série: Os primeiros passos: passaporte, visto, libras e embarque
Segundo post: Chegando lá: imigração, transporte, temperatura e fuso horário.
Terceiro post: Como se alimentar em Londres?
Quarto post: Guia de Compras de Londres Parte I: as liquidações, os preços e (tcharãn!) como receber até 15% do valor das suas compras de volta!
Próximo post: Londres de Graça pt I: lugares incríveis para você conhecer na terra da Rainha sem gastar um tustão! o/

 

Toda vez que começa um ano diferente você se pergunta como pode fazer diferente. Afinal, as pessoas sempre vêm com aquele ditado xarope: “Nada muda se você não mudar”. E eu digo, é xarope, mas é verdade!

Geralmente a gente olha para o céu ou para qualquer outro lugar de onde esperamos que as coisas caiam sobre nossas cabeças e cruzamos os braços, fazemos mandingas, simpatias, oramos, consultamos horóscopo mas dificilmente paramos para pensar sobre como estamos fazendo as coisas. Aliás, pensamos, mas logo nos damos conta de que mudar tudo radicalmente é uma belíssima utopia e desistimos bem antes de chegarmos ao segundo tempo, digo, segundo semestre e nos frustramos anos após ano. Fato!

Não dá para mudar tudo de uma vez, tem que ser aos poucos. Aliás, quem disse que precisa mudar, nascer de novo, começar do zero, quando podemos apenas fazer melhor? Ao invés de desistir de você ou dos projetos que empatam sua vida, tente olhá-los sob nova perspectiva e pense em como poderia fazer a mesma coisa de outra forma. De uma melhor forma.

Fazer melhor faz mais sentindo do que simplesmente amassar o ano passado e jogar no lixo, simplesmente por que não dá para fazer isso. Mas você sempre pode fazer melhor.

Qualquer coisa que você faça, apenas faça da melhor forma possível!

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Compras em Londres foi um capítulo a parte na viagem. Fui sem muitas expectativas de fazer grandes extravagâncias e no fim fui surpreendida pela variedade, preço (liquidação, ôe!) e claro, qualidade dos produtos.

Para não tornar a leitura cansativa, dividi o Guia de Compras em 2 partes. O post de hoje mostra o lado “burocrático” das compras no exterior e traz uma dica imperdível: como ter pelo menos 10% do valor das suas compras de volta!

As liquidações

Eu juro que eu não foi proposital, mas acabei indo para Londres BEM NA SEMANA das famosas liquidações da cidade. Elas acontecem a partir da última semana de dezembro (pós Natal) e se estendem até fevereiro. A outra oportunidade de aproveitar as megas liquidações são de junho a julho.

Os sales são uma ótima oportunidade de comprar boas peças a preços incríveis. Grande parte das lojas reduzem seus preços a 50%, mas em algumas lojas como a GAP e a Harrods, os descontos podem chegar até 70%, ou seja, muito amor no coração e na nossa carteira. Ao contrário da maioria das “liquidações” que nós estamos acostumados, não é preciso garimpar muito: existem peças de todos os tamanhos, cores e estilos disponíveis <3


Casaco de lã na GAP de £75 por £30


Além dos descontos, é possível encontrar promoções no melhor estilo leve 2 e ganhe 3. E são TODAS as lojas da cidade com preços imperdíveis, sem excessão.

Se você pretende ir ao país para fazer compras, cogite a possibilidade de se programar para ir nas épocas de sale. Compensa, e MUITO.

Isenção de VAT

O VAT (Value Added Tax) nada mais é do que o imposto aplicado em produtos e serviços nos países da União Européia, inclusive o Reino Unido. O valor do VAT em cada país da Europa varia bastante, mas na Inglaterra ele equivale a 17,5% do valor líquido de produtos e serviços oferecidos no país. Livros, jornais e transporte público são isentos desta taxa.

Quem é turista na Europa e não possui cidadania européia, pedir o reembolso dos VATs pagos durante sua estadia no continente. Entre outras palavras, você pode ter de 10% a 15% do valor pago em cada mercadoria de volta. Na Harrods, conseguimos 15% (wins!). Não são todas as lojas que oferecem o reembolso do VAT, por isso procure saber através de avisos na porta (TAX Free Shopping) ou perguntando para funcionários.

Para ter o reembolso, é preciso solicitar na própria loja (lojas como a Harrods e a Selfridges contam com um setor específico para isso) acompanhado das notas fiscais e seu passaporte, uma guia com o descritivo das compras e a % da taxa que será reembolsada e entregar uma cópia na Alfândega ao deixar o país. Pode ser que o funcionário da Alfândega peça para você mostrar as compras, portanto, deixe-as em um lugar de fácil acesso. O pagamento é feito através de cheque ou lançado em seu cartão de crédito.

Os preços

Assim como a comida, roupas, acessórios, cosméticos e eletrônicos não são tão caros como dizem por aí. Não sei se é pela cotação da libra que costuma ser mais alta do que o Euro, mas os preços são equivalentes ao dólar -ou em algumas situações, até menor. Os produtos da M.A.C. por exemplo, sairam alguns reais mais barato do que no Dufry, aonde o preço é praticado em dólar, considerando que a marca não entra nesses sales por praticar um preço “tabelado”. Alguns perfumes também encontrei por um preço bem mais em conta do que eu havia visto em sites gringos aonde a moeda é o dólar.

De qualquer forma, vale pesar o que realmente vale a pena. Fui disposta a comprar um iPod Classic, mas chegando lá fiz os cálculos e descobri que economizaria apenas R$ 200 e lá teria que pagar a vista. Em compensação, comprei meu iDock da Hello Kitty por £35 (R$ 100) enquanto a Imaginarium oferece o M-E-S-M-O produto por R$ 479.

Quanto eu posso gastar/trazer de Londres?

A Receita Federal brasileira institui algumas regras para a entrada de produtos importados no país. A primeira delas diz respeito a quantidade de produtos. De acordo com a nova resolução, publicada em outubro de 2010, podem entrar no país os seguintes produtos/quantidades isentos de impostos:

1 câmera fotográfica
1 relógio de pulso
1 celular com bateria
1 tablet (sem acesso a Internet pq pode ser considerado como computador)
12 litros de bebidas alcoólicas
20 maços de cigarro
25 unidades de charuto ou cigarrilhas
20 unidades de sourvenirs com valor inferior a $10 (dez dólares) e desde que não tenha mais que 10 unidades idênticas.
Livros, folhetos e periódicos
Roupas, acessórios, tenis, sapato, cosméticos e perfumes são permitidos desde que comprovado que sejam para uso próprio.

Além desses, você ainda pode gastar $500 em produtos na Zona Franca (vulgo Freeshop) isentos de tributos desde que gastos no momento do desembarque no Brasil. Dentro deste valor você pode comprar qualquer coisa (computadores, perfumes, cosméticos, óculos) desde que não caracterize comercialização dos mesmos. Caso você compre algum produto que exceda esse limite de $500, será cobrado uma taxa de 50% sob o valor excedente.

Maiores detalhes sobre importação e entrada de produtos importados, acesse o site da Receita Federal.

E o Duty Free de Londres, compensa?

Outro mito é que os Duty Frees europeus são mais caros que brasileiro, mas na verdade não é bem assim. Além disso, todos os produtos lá já estão isentos do VAT em 15%. Com a Libra mais barata (cerca de R$ 2,80), os preços costumam ser equivalentes aos praticados em dólar. Exemplo:

Batom da M.A.C. em dólar: $18 (R$32)
Batom da M.A.C. em libras: £12,50 (R$35)

O Duty Free do Aeroporto de Heathrow é GIGANTESCO e mais parece um Shopping, com várias opções de lojas. Para quem quer trazer chocolates importados, essa é sua chance: em uma das lojas, que só vendem doces, é possível comprar 3 caixas de Kit Kat (com 6 unidades) ou Toblerone (aquele tamanho família) por £9.

Consegui fazer boas aquisições no Duty Free de lá (Angel 50ml do Thierry Mugler por £40, Midnight Fantasy 100ml da Britney por £17 e cremes da Victoria’s Secret por £5) com preços equivalentes ao Dufry Brasil.

Mas afinal, o que compensa comprar em Londres?

Novamente: depende muito. Roupas, acessórios e cosméticos são os itens que realmente compensam comprar durante sua estadia em Londres, principalmente se a cidade estiver em liquidação.

A qualidade das peças vendidas em LDN são infinitamente superiores e os preços, praticamente os mesmos praticados aqui no Brasil –quando não é bem mais barato. O grande segredo é não ter preguiça de garimpar peças e produtos interessantes. Uma dica é levar a menor quantidade de roupa possível e deixar para comprar tudo lá, principalmente se você for no inverno, já que os casacos costumam ser mais reforçados para enfrentar o frio e a preços bem interessantes. E se você for das minhas, que adoram se jogar com força nas compras, considere a possibilidade de levar uma mala a mais (ou dinheiro suficiente para comprar uma segunda mala por lá).

Cosméticos, ao contrário do que dizem por aí, compensam E MUITO. Maquiagens da M.A.C por exemplo, saem praticamente pelo mesmo preço que os praticados nos EUA. O mesmo vale para os perfumes, que na liquidação saem mais barato que no Duty Free.

Já os eletrônicos, sinceramente, não acho que compensam tanto assim. Vale a pena converter e ver se vale a pena abrir mão da garantia e dos parcelamentos (é, lá você tem que pagar a vista). Eu por exemplo, fui disposta a comprar um iPad. Fiz os cálculos e não achei que compensaria economizar o equivalente a R$500, principalmente pela impossibilidade de pagar em suaves prestações (Casas Bahia Feelings).

De qualquer forma, vale a pena converter tudo e ter uma base de quanto custa as coisas no Brasil antes de comprar alguma coisa.

Primeiro post da série: Os primeiros passos: passaporte, visto, libras e embarque
Segundo post: Chegando lá: imigração, transporte, temperatura e fuso horário.
Terceiro post: Como se alimentar em Londres?
Próximo post: Guia de Compras de Londres Parte II: os centros de comércio e seleção das lojas mais bacanas da terra da rainha!