Já comentei aqui, em várias oportunidades, que eu não tenho problemas em ter uma alimentação saudável. Adoro salada (poderia me entupir de rúcula e agrião pro resto da vida), amo comida integral e até deixei de comer carne por um tempo uns anos atrás, o que me fez gostar de coisas naturebas e ter simpatia por comidas sem proteína animal. O meu grande problema na dieta começa com DO e termina com CES: DOCES. É o açúcar nosso de cada dia que me fez ver por anos, o ponteiro da balança subir. Mas demorei bons anos para admitir que o grande problema da minha dieta não era os maus hábitos e sim o fato de me pegar constantemente afogando as mágoas e diminuindo o nível de estresse em um mundo de doces.

Acontece que uma hora a gente tem que se dar um ultimato, antes que seja tarde, e resolvi que reduziria drasticamente a quantidade de açúcar refinado na minha dieta. Os motivos vão além da estética: minha mãe é diabética e vocês sabem, genética is a shit, e o quanto eu puder evitar essa possibilidade, melhor. Por outro lado, não dá pra imaginar viver uma vida sem doces e a maioria das coisas industrializadas sem açúcar ou são caríssimas ou são ruins. E assim, não é que é comida de dieta que ela é automaticamente ruim, pelo contrário: eu acredito, de verdade, que a comida precisa ser gostosa ainda que com um monte de restrições. Dieta pode ser uma coisa chata, mas a comida nunca.

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Foi pensando em tudo isso que, como forma de incentivo, resolvi me arriscar mais na cozinha para preparar pratos saudáveis, sem lactose, sem açúcar, (ás vezes) sem glúten, mas sempre muitíssimo gostosos. Aproveitei a caixona de coisas que a Natue mandou aqui para casa semana passada com vários produtos lindos para dar início a TAG.

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A primeira receita desse “conceito” são cookies integrais sem lactose e sem açúcar. Ou melhor, mais ou menos -usei o açúcar de coco, que tem um gosto que lembra bastante o mascavo mas é muuuuuuuuuuuuito mais saudável e pode ser consumido por quem está fazendo dieta para redução de peso ou é diabético. Além disso, a receita combina duas coisas que eu amo nessa vida, chocolate e frutas vermelhas, o que me fez sair praticamente gritando de tanta felicidade pela casa.

Ingredientes

1 xícara de farinha de trigo
½ xícara de farinha de trigo integral
1 xícara de açúcar de coco (tem na Natue)
1 xícara de aveia em flocos
3/4 xícara de óleo de coco (tem na Natue)
1/2 xícara de sementes (usei chia e linhaça)
2 ovos
1 colher de fermento em pó
1 colher de essência de baunilha
1 barra de chocolate 70% cacau picada
1 xícara de frutas vermelhas secas (usei blueberry e cramberry)

E agora?

Para começar, você vai bater os ovos + o óleo de coco na batedeira por mais ou menos 3 minutos. Importante: o óleo de coco precisa estar líquido. Como estamos no outono, se ele tiver sólido, é só colocar por 1 minuto no micro-ondas que chega o óleo derrete fica líquido de novo.

Enquanto os líquidos batem na batedeira, coloque em outro recipiente todos os ingredientes secos. Depois, despeje o líquido e misture. A massa vai ficar meio molenga, mas não se preocupe: o segredo é deixar 30 minutos na geladeira, para que ganhe consistência.

Passados os 30 minutos, faça bolinhas e “amasse” para chegar no formato redondinho ou abra no rolo e corte com um cortador para ficar em um formato bonitinho (em nome da blogagem investigativa, fiz os 2! HAHAHA). Cubra a assadeira com papel manteiga e distribua os cookies, de preferência, com um bom espaço entre eles. Se quiser, deixe uma quantidade extra de chocolate para salpicar por cima. No forno pré-aquecido, deixe assar por entre 7 e 10 minutos (no máximo!), tudo vai depender da temperatura (geralmente uso a média). Quando terminar de assar, tire do forno, espere esfriar e… pronto! \o/

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Caso você não tenha/encontre o açúcar de coco e não tenha problema em comer açúcar, vale trocar pelo mascavo ou demerara. Não recomendo o adoçante de forno e fogão -testei umas semanas atrás e não gostei do resultado. Vou testar em uma próxima oportunidade com o Xarope de Agarve, se der certo posto um edit aqui.

Já o óleo de coco, dá para trocar por qualquer óleo vegetal como o de Canola. Não curte frutas vermelhas? Achou muito caro? Dá pra substituir por damasco, nozes, macadâmia… enfim, use a criatividade! :D

Gostou? Se fizer, volte aqui para contar o que achou, se deu certo, se fez alguma adaptação etc. E quem tiver alguma sugestão de receita, fique a vontade para compartilhar com esta blogueira! HAHAHA :D

PS: este NÃO É um publieditorial e a publicação é espontânea. A Natue enviou gentilmente este kit para que eu pudesse conhecer o serviço e eu aproveitei para fazer esta receita que há tempos eu queria fazer.

 

A gente está careca de saber que todos os dias é dia de celebrar um pouco das pessoas que estão ao nosso redor, mas vamos combinar que datas comemorativas são uma excelente oportunidade de declarar um pouquinho mais deste amor que sentimos por quem realmente importa na nossa vida.

O Dia das Mães não poderia ser diferente. Aqui em casa por exemplo, a comemoração costuma ser dupla: minha mãe faz aniversário no dia 03 de maio, geralmente 1 semana antes do Dia das Mães (o que me fez acreditar durante anos da minha infância de que todas as mães faziam aniversário em maio). Ou seja: tudo é em dobro em maio, inclusive na hora de comprar o presente. Como se não bastasse isso, minha mãe é daquelas pessoas imprevisíveis, que não gostam de coisas muito clichês e que adoram ser surpreendidas –o que por um lado é ótimo e por outro, dá um trabalhão pra gente. Por isso, é sempre bom contar com uma loja que ofereça uma infinidade de opções para todos os gostos e moods.

Se sua mãe é como a minha e você está aí quebrando a cabeça pensando no que comprar presente para ela, a Lojas Colombo tem a solução: eles prepararam uma seção especial no site para o Dia das Mães, com uma seleção de produtos com até 60% para todos os gostos e bolsos!

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Curtiu? Você pode conferir essas e outras ofertas na página especial da Lojas Colombo. Mas corre que o domingão tá aí –mas dá tempo de garantir o presente da mulher da sua vida! :D

Publieditorial
 

Semana passada me deu uns 5 minutos e resolvi fazer algo que há muito tempo queria fazer, mas faltava coragem: cortei minha franja. Ao contrário do que você deve estar pensando, não era a primeira vez que eu cortava franja: ostentei uma até meus 11 anos de idade, depois fiquei alternando em ter e não até os 24. Tem uns 4 anos que eu fiquei sugestionada com a opinião das pessoas que diziam que o fato de estar com o rosto mais cheio por eu ter engordado não combinava com a minha franja e que eu não tinha mais idade para usar um cabelo de ~criança~. Naquela sexta, resolvi ouvir minha voz interior e realizei meu desejo. E quer saber? Curti mais do que das outras vezes.

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No dia seguinte, tirei uma ~selfie~ no carro e gostei tanto da foto que resolvi botar de perfil no Facebook. Não deu nem 5 minutos e eu recebi uma inbox de um conhecido, daqueles que a gente mal tem um convívio, falando que não tinha curtido tanto assim a franja. Em outros tempos eu ficaria um pouco chateada, mas dessa vez minha reação foi:

LEGAL CARA, MAS EU GOSTEI PRA CARAMBA VIU?

LEGAL CARA, MAS EU GOSTEI PRA CARAMBA VIU?

Eu não sei em qual momento da vida eu perdi que as pessoas começaram a se sentir no direito de opinar sobre suas decisões, seu corpo, sua vida. Sempre fico chocada quando olho no Instagram seguidoras comentando nas fotos de outras meninas coisas do nível “não gostei do seu cabelo novo”, “ai nossa como você engordou”, “nossa não come isso porque você vai engordar”. Sério, que direito essas pessoas tem de chegarem na gente e questionarem nossas escolhas? Por que essas pessoas não guardam pra si mesmas suas opiniões? Por que raios ninguém pode estar feliz consigo mesmo e sempre tem que estar apto a ouvir o que os outros tem a dizer sobre suas escolhas?

Depois de muitos anos, estou aprendendo que a vida é muito mais legal quando nós mesmos temos controle sob ela e fazemos aquilo que temos vontade, independente da opinião alheia. Afinal, quem acorda, se olha no espelho e vive na própria pele é você mesmo, então o que importa de verdade é você se sentir confortável com aquilo. E (me perdoem pela referência bagaceira) parafraseando a diva do axé cinderela baiana Carla Perez, se nem Jesus agrada todo mundo PORQUE RAIOS A GENTE TEM ESSA NECESSIDADE DE QUERER AGRADAR A TODOS?

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Se eu pudesse te dar um conselho, certamente diria para você fazer aquilo que você está com vontade. Quer cortar franja? Corte, se não gostar do resultado, cabelo cresce rapidinho. Quer pintar o cabelo de uma cor ousada? Pinte, se não gostar, é só passar outra cor por cima. Quer usar uma determinada roupa? Use e não se importe com os comentários alheios. Quer comer um negócio? Coma sem culpa.

A vida é muito curta para você viver para os outros, não fazer aquilo que tem vontade e ficar se preocupando com o que vão achar sobre você.

PS: sobre esse assunto, recomendo demais o post chuta-bundas da Gigi sobre o dia em que ela saiu de turbante fora de casa :)

 
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